TSE divulga bens declarados dos candidatos à Prefeitura do Rio

Marcelo Freixo (PSOL) declara R$ 5 mil. Carmen Migueles, estreante do Partido Novo apresenta R$ 2,1 milhões. Quase todos empobreceram.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilizou as declarações de renda dos candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro, provocando estarrecimento entre a grande mídia e eleitores cariocas pela desigualdade financeira entre os concorrentes. Enquanto a empresária e estreante, Carmen Migueles (Partido Novo), declarou R$2,1 milhões, o candidato Marcelo Freixo, parlamentar desde 2007, apresentou renda de R$5 mil. A diferença entre eles é cerca de 42.000%. Confira a lista:

 

  • Carmen Migueles (Partido Novo) – Empresária, declarou 50% de um apartamento em Copacabana, aplicações financeiras e um carro. Patrimônio declarado de R$2,1 milhões.
  • Alessandro Molon (Rede) – Deputado Federal, declarou um percentual de imóveis no Centro do Rio e na Zona sul, aplicações financeiras e dinheiro em conta corrente. Patrimônio declarado de R$1,7 milhão.
  • Carlos Osório (PSDB) – Deputado Estadual, declarou ações, investimentos financeiros e um automóvel. Patrimônio declarado de R$846 mil.
  • Marcelo Crivella (PRB) – Senador, declarou imóvel na Barra da Tijuca e aplicações em Renda Fixa. Patrimônio declarado de R$701 mil.
  • Jandira Feghali (PCdoB) – Deputada Federal, declarou participação em um restaurante de culinária árabe, um imóvel em Santa Teresa e um automóvel. Patrimônio declarado de R$550 mil.
  • Pedro Paulo (PMDB) – Deputado Estadual, declarou imóvel no Recreio dos Bandeirantes e aplicações financeiras. Patrimônio declarado de R$483 mil.
  • Cyro Garcia (PSTU) – Professor Universitário, declarou 50% de um imóvel na Zona Norte, um automóvel, alienado a banco. Patrimônio declarado de R$216 mil.
  • Flávio Bolsonaro (PSC) – Deputado Estadual, declarou participação em empresa e aplicações. Patrimônio declarado de R$180 mil.
  • Marcelo Freixo (PSOL) – Deputado Estadual, declarou somente dinheiro da conta corrente (Itaú). Patrimônio declarado de R$5 mil.
  • Índio da Costa (PSD) – Não consta na lista do TSE. [fonte]

Empobrecimento dos candidatos

Dentre todos os candidatos que já possuíam cargos políticos, somente o deputado Alessandro Molon (Rede) aumentou o seu patrimônio nos últimos dois anos, de R$26 mil para R$1,7 milhão. Segundo o parlamentar, esse aumento foi devido a imóveis herdados.

O candidato Flávio Bolsonaro (PSC), de dois anos para cá, reduziu o seu patrimônio de R$714 mil para R$180 mil.

A candidata Jandira Feghali (PCdoB), além de declarado o restaurante que havia falido e responsável por 7 processos trabalhistas em seu nome, teve o patrimônio reduzido de R$762 mil para R$550 mil. [fonte dos processos em breve pois até o fim dessa matéria os editores não conseguiram acesso a todos os processos]

O candidato Marcelo Freixo, parlamentar desde 2007 e com o salário superior a R$20.000,00 + benefícios, não possui nada além dos R$5 mil na sua conta corrente. [fonte]

Os candidatos Pedro Paulo (PMDB), Carlos Osório (PSDB) e Marcelo Crivella (PRB) não tiveram perdas significativas ou suspeitas.

Conclusão

Segundo o cientista político da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Gláucio Soares, “é difícil crer que políticos com vários mandatos tenham patrimônio relativamente pequeno”, porém, contudo, o TSE não exige atualização do valor de imóveis. Todos os candidatos somados possuem R$6,9 milhões.

A campanha será metade do tempo comparada aos anos anteriores. Os candidatos, tanto a prefeitura quanto a vereador, terão 45 dias para angariar seus votos. As propagandas eleitorais na TV e rádios começarão no dia 26 deste mês.

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