Por falta de segurança, estudante é impedido de comprar remédio para diabetes no Espírito Santo

Luan é estudante e foi diagnosticado com diabetes tipo 1 no ano passado 

Os protestos que impedem o policiamento no Espírito Santo chegam ao 5º dia, e o estado já registrou 90 mortes violentas, segundo Sindicato dos Policiais Civis. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) ainda não tem um balanço. Atualmente os ônibus não circulam mais na Grande Vitória. Faculdades e escolas estão fechadas. Postos de saúde e prefeituras não terão atendimento. Alguns shoppings e bancos não estão funcionando.

É diante deste cenário que Luan Sperandio, nascido e criado no Espírito Santo, estudante de direito no 9º período na Ufes e diagnosticado com diabetes tipo 1 desde o ano passado, diz que não consegue comprar o remédio para ela. “Nem que a farmácia tivesse aberta”, ele afirma.

Violência no ES
Imagem tirada em reportagem do G1

“A Polícia Militar alega que não está em greve, que apenas tem sido impedida por seus familiares que estão acampados na frente dos quartéis, impedido eles de saírem. Mas a verdade é que estão coniventes com eles. Imagine se todo grupo de pressão ao protestar decidir atrapalhar a polícia? Se a polícia não consegue tirá-los, quem vai tirar? A Justiça já decretou que o movimento da PM é ilegal, mas a Associação de Policiais Militares alega que eles não estão em greve, ‘apenas estão sendo impedidos’. A reivindicação é por reposição das perdas salariais relevantes nos últimos anos. O salário inicial daqui é de cerca de R$ 2,5 mil, mas as média do país é de R$ 3,5 mil. Vale ressaltar que ao menos aqui o salário tem sido pago em dia, diferentemente de outros estados que tem sido parcelado. O Governo se recusa a qualquer diálogo enquanto não houver o retorno dos PMs nas ruas. Enquanto isso, 150 soldados do exército estão nas ruas já, mas há relatos (ainda não confirmados) de que alguns soldados já foram alvejados e feridos. Parecem se tratar de garotos muito novos e com pouca experiência. A força nacional virá para o ES também, mas apenas 200 agentes. A PM do ES conta com cerca de 10 mil militares. Não resolve. Ainda mais considerando que eles tem de fazer outros turnos.” Luan contou em entrevista para o Globo Político nesta segunda-feira (6). “Os capixabas estão reféns.”, concluiu.

O governo do Espírito Santo publicou hoje um decreto no “Diário Oficial” transferindo o controle da segurança pública no estado para as Forças Armadas. O general da brigada Adilson Carlos Katibe, comandante da Força-Tarefa Conjunta que está no estado, será o responsável pela operação. A transferência de comando vale pelo período de 6 a 16 de fevereiro. Ele foi assinado pelo governador em exercício, César Colnago, e pelo Secretário de Segurança Pública, André Garcia. Ele informou que o decreto apenas formaliza o uso das forças nacionais e garantiu que elas vão atuar de forma coordenada com a Secretaria de Segurança Pública.

 

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