Na Argentina, Serra firma acordo de ‘coordenação política’

Em visita à Argentina, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, encontrou-se com o presidente Mauricio Macri e a chanceler Susana Malcorra nesta segunda-feira (23). Na sua primeira viagem oficial como o novo comandante do Itamaraty, Serra firmou um acordo para a criação de um “mecanismo de coordenação política” entre os dois países, defendeu a flexibilização do Mercosul e reafirmou a legitimidade do processo de impeachment no Brasil.

O entendimento busca “o intercâmbio de opiniões” e o “acompanhamento de projetos estratégicos” entre o Brasil e Argentina, e prevendo ao menos duas reuniões a cada doze meses, uma delas no início do ano e outra antes da Assembleia-Geral da ONU, para afinar os discursos e definir uma “agenda comum de trabalho”.

Sobre o Mercosul, José Serra defendeu trabalhar para “conseguir negociações mais flexíveis” que permitam ao bloco concretizar acordos bilaterais. “Nossa estratégia é a de criar mecanismos que agilizem, facilitem e flexibilizem a possibilidade de negociação com terceiros. Então vamos investir na velocidade e flexibilidade”, afirmou o ministro em entrevista coletiva em Buenos Aires. Segundo Serra, a proposta foi “bem recebida” pelo governo Macri.

Houve protesto contra o impeachment em Buenos Aires durante a visita do ministro. O grupo que protestava gritava “Fora, Temer”, carregando também cartazes chamando Serra de “golpista”. Ao lado da chanceler argentina, Serra defendeu mais uma vez a legitimidade do processo que afastou Dilma Rousseff, afirmando que “o que aconteceu foi um processo traumático, mas dentro da legalidade da Constituição”. Malcorra concordou: “Se em algum momento verificarmos que não se respeitou a institucionalidade, vamos reagir, mas até agora não entendemos que seja assim e nos sentimos muito seguros neste sentido”.

O ministro de Relações Internacionais garantiu que a Argentina será o primeiro país que Temer visitará quando puder se ausentar do Brasil, por ora, afirma que a “conjuntura política e econômica torna praticamente inviável”.

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