Governo Alckmin decide privatizar monotrilho da zona leste de SP

Com problemas financeiros para expandir e manter a rede sobre trilhos , a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) optou por conceder a iniciativa privada a operação monotrilho da linha 15-prata, na zona-leste. O aval foi dado na última reunião pelo gestor de PPPs (Parcerias Público-Privadas).

A privatização, segundo a justificativa do próprio estado, foi para evitar novas contratações e angariar novos recursos para a continuação das obras ou para comprar novos trens, possibilitando a operação. Com a decisão, esta será a terceira privatização –a linha 4-Amarela já é operada pela ViaQuatro e as obras e futuros serviços da linha 6-Laranja estão contratados com a Move-SP.

Atualmente, a linha opera entre as estações Vila Prudente e Oratório, seguindo em obras até São Mateus. O trecho que pretende conectar São Mateus à Cidade Tiradentes, integrante da terceira etapa da obra, será ser concluído pela futura concessionária.

TERCEIRA ETAPA

A terceira etapa tem em sua previsão 11,5km projetados até a Cidade Tiradentes, extrema zona-leste, mas está congelada por falta de recursos. No cenário atual, a rede sobre trilhos não consegue operar somente com o dinheiro dado pelas tarifas dos passageiros. A CPTM necessita de uma injeção anual estimada de R$1 bilhão, enquanto o Metrô demanda os repasses do estado de São Paulo dos valores de “gratuidades” e “descontos” dados aos estudantes, idosos e outros beneficiados (naturalmente é deduzido do valor arrecadado pelo governo em impostos, portanto, não ocorre real desconto ou gratuidade).  Ainda sim, o governo de Geraldo Alckmin não pagou o valor desse repasse. Dos R$330 milhões devidos, ficou devido ainda R$66 milhões.

A expectativa é que com a expansão, ocorra uma maior diluição de passageiros, podendo acarretar em maior ociosidade em determinados momentos e assim, correndo o risco de encarecer a operação.

Inaugurada em 2014, a linha 15-prata foi a primeira do estado a adotar a tecnogolia do monotrilho. Ela sofreu seguidos atrasos, (prevista para 2012, e após edital, para 2015), ficou mais cara (R$300 milhões acima da estimativa) e funciona hoje com 2,9km entre as estações Oratório e Vila Prudente.
Inaugurada em 2014, a linha 15-prata foi a primeira do estado a adotar a tecnogolia do monotrilho. Ela sofreu seguidos atrasos, (prevista para 2012, e após edital, para 2015), ficou mais cara (R$300 milhões acima da estimativa) e funciona hoje com 2,9km entre as estações Oratório e Vila Prudente.

 

Já em construção, a segunda fase tem previsão de conclusão em 2018, trazendo mais 10,1km até a região de São Matheus. A ideia é que ela já esteja sob operação privada com essas estações.

O custo estimado é de R$7,1 bilhões, mas já existem fatores que indicam que o valor sairá acima desse valor previsto. A gestão de Alckmin estuda a privatização de outros trilhos, como a 8-diamante e 9-esmeralda (duas das seis CPTM) e manifestou interesse em conceder a 17-ouro. As propostas, no entanto, ainda não foram aprovadas.

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